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Entrevistas

Uganga

9 de outubro de 2017

Uma das maiores bandas do triangulo mineiro,com mais de 20 anos de estrada uma discografia invejável e uma luta incansável pelo reconhecimento. Confira a partir de agora uma baita entrevista com o líder da banda  Manuel Henriques,mais conhecido como Manu Joker.

Como foi o início da banda e qual a origem e significado do nome “Uganga’?

   Manu “Joker” Henriques:  A banda inicialmente se chamava Ganga Zumba e ficamos com esse nome até 2000, quando descobrimos que havia outro grupo detentor desse registro. Para não perder a conexão com o nome inicial eu sugeri colocarmos Uganga que soa de uma maneira “amineirada” como “O Ganga”. Ou seja, era ainda o Ganga Zumba. É meio insano, mas na real é isso... E num país onde tem Kid Abelha e os Abóboras Selvagens acaba nem sendo tão estranho assim (risos). O louco é que com o tempo fomos descobrindo outros significados para a palavra, Ganga é a Deusa do Rio Ganges na India, e Uganga em Swahili (dialeto africano) quer dizer Feitiçaria. Se você conhece o nosso trabalho verá que ambos os significados têm muito a ver com essa banda, por isso não acredito em acaso. Acho que esse nome veio porque tinha que ser.

Vocês sempre mantiveram o mesmo estilo Thrash/Groove desde o início da banda, ou experimentaram outros estilos que não deram certo?

Manu: Nosso primeiro álbum (Atitude Lotus – 2002) é bem diferente do que gravamos depois e do que a banda vem fazendo desde então. Foi um álbum composto em grande parte pela primeira formação, e depois, com a minha ida pros vocais e várias outras mudanças, nós seguimos outro caminho. Eu acho o “Atitude Lotus” um bom álbum, mas é um momento bem diferente, é outra vibe. Eu não diria que experimentamos algo que não deu certo nele, mas que com certeza descobrimos os melhores ingredientes para a nossa receita musical. Como o background da nova formação era mais pesado foi natural esse direcionamento. Particularmente eu precisei tocar algo mais calmo naquela época para depois voltar ao peso metal/hardcore que sempre norteou minha carreira. Sem nosso primeiro álbum não estaríamos aqui hoje e por isso tenho um apreço muito grande por tudo que já fizemos, ao contrário de outras bandas que procuram esconder determinados. Somos uma banda livre e só fazemos o que queremos. Mas é sim o nosso “álbum esquisito” (risos).

A banda possui três guitarristas, vocês acham que usar três guitarras melhorou o som de vocês?

Manu: Aqui voltamos ao papo dos ingredientes. O Murcego entrou na banda por vias totalmente não planejadas, por motivos além da nossa vontade, no caso dar uma força nos shows devido a um sério tratamento de saúde pelo qual passou o Christian (guitarra) . Quando o Christian voltou conversamos sobre manter as 3 guitarras e tem dado muito certo. Eu diria que o Murcego trouxe uma pegada mais classic rock pros solos além de outros predicados como vocais de apoio bem legais, tocar um pouco de teclado e ser um insano no palco. Além de tudo é um cara fácil de lidar e nosso amigo há anos. Se melhorou,  ai cada um vai tirar suas conclusões. O que posso dizer é que vivemos uma excelente fase e hoje em dia somos mais que um sexteto, somos uma família. E o nosso próximo álbum mostrará a força dessa família.

Como vocês veem a cena underground brasileira hoje em dia?

Manu:  Cheia de bandas incríveis, muita gente batalhadora que faz seu corre com amor, mas também com  inúmeras dificuldades que são inerentes ao underground. A grande mídia só promove lixo, grande parte do público prefere ficar de mimimi no Facebook do que ir aos shows independentes e parece que a cada dia tem menos paciência para consumir cultura. Tem que ser vídeos curtos, textos pequenos, etc. Também tem banda mais preocupadas em conseguir  “Likes” do que compor  algo decente. É triste, mas vivemos uma fase bem bunda mole não só no rock mas no mundo de maneira geral, no nosso país ou na nossa cidade. O positivo é que sabemos que altos e baixos sempre rolam então resta fazer a nossa parte e plantar o que quisermos colher ali na frente.  A maioria das pessoas está disposta a ser somente massa de manobra mas isso não nos interessa por isso seguimos em frente com o dedo do meio em riste pras dificuldades, modinhas, radicalismo e outras babaquices.

Qual o álbum do Uganga que vocês consideram um grande marco para a banda? E Porquê?

Manu:  Como eu disse, acho que todos nossos álbuns são importantes mas se for para citar dois seria o “Vol. 03: Caos Carma Conceito” de 2010 que nos colocou no mapa da cena metal, nos propiciou a primeira tour gringa e abriu várias outas portas. O outro com certeza é o “Opressor” (2014) por ser sem dúvidas nosso melhor trabalho até aqui. Estamos trabalhando duro para superá-lo no próximo e te garanto que vamos conseguir.

Muitas pessoas que conhecem a banda usam a expressão de “é a banda do ex-batera do Sarcófago que gravou o Rotting”, isso incomoda vocês?

Manu:  A mim nem um pouco e creio que aos outros caras também não. Se por causa do meu passado as pessoas se interessarem pelo nosso presente, está tudo certo. O Uganga nunca dependeu do nome Sarcófago pra nada, porém eu não tenho nenhum interesse em renegar algo tão legal quanto ter tocado com os caras quase 30 anos atrás. Na real, acho o “Rotting” um puta disco.

Após duas tours europeias e um lançamento em solo europeu, você acha que o Uganga tem uma repercussão maior no exterior do que no Brasil?

Manu:  Não creio. Estamos com um nome forte aqui, participando de eventos legais, tendo boas parcerias e aumentado nosso público.  Porém não descuidamos do que já conquistamos lá fora. Temos álbuns lançados na Europa, uma nova parceria com a Wacken Foundation da Alemanha e com dois selos Poloneses (Defense Recs e Deformeathing Recs). Também saímos no Tributo ao Motorhead que está sendo distribuído em toda Europa e EUA pela Secret Service Records (Reino Unido) e já fomos confirmados em outro tributo deles, dessa vez ao Black Sabbath. As coisas tem rolado bem, numa escala underground claro, tanto lá quanto aqui, e seguiremos buscando cada vez mais melhorar isso!

Quais são os planos do Uganga para esse fim de 2017 e no ano de 2018?

Manu: São muitos! No mês que vem, lançaremos nosso primeiro DVD  “Cerrado Manifesto” que já saiu na net há pouco mas agora terá uma edição física de 500 cópias com embalagem legal, fotos, etc... O material é composto por um longa metragem de mesmo nome e por um show bem diferente que fizemos em 2014 na Estação Stevenson, um prédio histórico aqui da área. Fora esse lançamento como falei tem o Tributo Ao Black Sabbath que sairá no começo do ano e enquanto rola tudo isso estamos compondo o próximo álbum. Já temos 80% fechado e começaremos a gravar em Outubro novamente no Rocklab de Goiânia. Depois disso devo ir a Europa com nosso empresário  Eliton Tomasi para algumas reuniões, conhecer o pessoal da Wacken Foundation e preparar o terreno pra terceira tour do Uganga por lá. Aqui pelo Brasil temos mais uma data no Rural Fest Open Air, em Lagamar dia 14 de outubro e depois disso é foco total nas gravações do novo álbum. O ano de 2018 promete!

 

Muito obrigado pela entrevista o espaço agora é de vocês para as considerações finais:

Manu:  Agradecemos o espaço e o interesse no nosso trabalho irmão, nos vemos na estrada!

 

Mais Informações:

www.uganga.com.br
www.facebook.com/ugangaband 
www.youtube.com/ugangamg
www.twitter.com/uganga 
 

Fim da Entrevista

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