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Entrevistas

Tico Pereira

5 de janeiro de 2022
Tico Pereira é guitarrista, multi-instrumentista, cantor, compositor, produtor musical e luthier de São Paulo-SP.
Começou a tocar guitarra por ter se apaixonado pelo punk californiano (The Offspring, Bad Religion e Pennywise).
Depois de tocar em bandas com amigos, montou seu próprio grupo punk para, posteriormente, se encontrar na música instrumental.

1- Quando e como você começou a tocar guitarra?

Comecei aos 15 anos. Meu pai me incentivou. Aprendi as músicas “Yesterday”, “I Started A Joke” e “Let it Be” do The Beatles. Depois comecei a ver partituras das bandas punks que passei a ouvir.

2 - Ao montar a primeira banda, o que tocavam?

A minha primeira banda foi uma de pop rock onde eu tocava baixo. Descobri que não gosto de tocar baixo. A banda era muito boa, tinha 3 vocalistas, 2 guitarristas e 1 baterista. Tocávamos Raimundos, Rappa, Planet Hemp e outros nacionais.

3 - Quais bandas você curtia e quais serviram de inspiração?

Minha paixão é o punk da Califórnia (The Offspring, Bad Religion, Pennywise). Mas tenho tentado não ter nada de referência para fazer o meu som.

4 - Quais são seus guitarristas preferidos?

Michael Olga (Toy Dolls), Wes Borland (Limp Bizkit) e Dave Navarro. Esses 3 têm a melhor característica que um guitarrista pode ter: Quando você ouve uma nota sabe quem está tocando. O cara não precisa fazer 15 milhões de notas por segundo.

5 - Cite 3 discos que você mais tem ouvido?

“Duke” do Genesis, “Green Naugahyde” do Primus e “Let The Bad Times Roll” do The Offspring.

6 - "Deaf Space", seu primeiro EP, nos fale sobre ele.

Escolhi 4 músicas das mais diferentes entre si para compor o EP. Tem rock, jazz, eletrônica e um rock progressivo. Fiz isso para mostrar que um álbum de guitarrista não precisa ser somente de rock ‘n’ roll ou metal. A ideia é compor em cima de vários estilos musicais, até porque não sou tão fritador. Fiquei bem satisfeito com a seleção e tive boas críticas também.
O mais interessante é que pessoas que não tocam nenhum instrumento curtem ouvir o EP.
Isso é ótimo!

7 - Cantor, compositor, multi-instrumentista, produtor. Como conciliar tudo isso?

Eu acho que a arte está ligada a desafios e todas essas coisas estão juntas. Gravei todos os instrumentos no EP e vi isso como um desafio prazeroso. Se você tem toda estrutura e se todo mundo te elogia é porque tem alguma coisa errada… A pior coisa pra mim é falar que meu som é ‘bacana’. Prefiro que achem uma merda ou falem: Pu** que pariu!!. Que fo**!!

8 - Podemos falar do disco novo, o EP "City Lights"?

Foi feito no mesmo processo do “Deaf Space”, testei novos microfones, amplificadores, guitarras. O resultado foi bem diversificado. Gravei romântico, country e metal. Tem duas músicas nesse álbum interessantes, a primeira é a “Give Me 5”, eu construí uma guitarra de 8 cordas, em casa mesmo e com pouca ferramenta elétrica. Eu parecia Neandertal, seminu de
cócoras usando formão no chão de casa. Terminei e pensei: “não posso ter uma guitarra de 8 cordas e não gravar um metal com ela”. A outra é a “Palomitas”, achei um violão todo estropiado na rua, o consertei e gravei a música. Isso que é barato do rolê!

9 - "City Lights" possui 7 faixas instrumentais, nos fale como foi a produção e qual faixa preferida.

Demorou muito pra compor, sou bem preguiçoso. Pra você ter ideia eu preciso de 1 dia pra montar as coisas, microfonar, testar o som. Quando me proponho a gravar eu preciso descer num boteco, tomar café, ler, volto pro meu home studio, toco um pouco, durmo, incenso. Bem frescura de rockstar.

10 - Como funciona seu processo de composição?

É tudo lento. Tenho muito cuidado pelo o que faço e não acredito na música a toque de caixa que é o que vivemos hoje graças aos streamings e a merda da música pop e sertaneja. Acho a música algo igual uma experiência sobre humana, um contato com algo maior. Tem uma igreja do John Coltrane que fala que é impossível você fazer música e não acreditar em Deus. Não frequento a John Coltrane’s Church, mas acredito totalmente nisso.

11 - Sendo um artista, como você tem superado a pandemia, com a falta de shows ao vivo?

No começo eu me enfiei numa bolha. Compus e toquei guitarra. Tanto que gravei nesse período. O mais triste é não ter interação com o público ao vivo. Um pouco antes da pandemia estava tocando em locais, com um baixista e um baterista. Espero que retomemos isso o mais rápido e seguro possível.

12 - Deixe seu recado, como as pessoas podem te encontrar e conferir suas músicas.

Estou em todas as plataformas, só procurar Tico Pereira no Youtube, Spotify, Deezer e todas as outras. Se cuidem, é tempo de amar, sorrir e perdoar. Se não aprendermos a sermos seres humanos melhores depois desse período, nada mais fará. Fiquem à vontade pra curtir, se acharem uma bosta não tem problema também!
Valeu!

Fim da Entrevista

 

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