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Entrevistas

Lasting Maze

5 de maio de 2021

A Lasting Maze é uma banda de Metal melódico/alternativo formada em março de 2014 na cidade de Mossoró-RN. As composições falam sobre a mente humana, psicologia, abordagens científicas, além dos sentimentos que nos norteiam. Em 2016 a banda lançou seu primeiro EP, o ‘Silent Spring’. Recentemente lançaram o segundo EP "Thunder". Confira a entrevista elaborada pelo Romulo Carlos e respondida pela vocalista Grazy Mesquita.

1 – Quando e onde surgiu a Lasting Maze?

Grazy Mesquita: A Lasting Maze surgiu em 2014 em Mossoró-RN.

2 – Porque trocaram de nome?

Grazy Mesquita: Na verdade, antes mesmo de nos lançarmos como banda, fizemos uma votação entre
os membros mais antigos da banda, entre as sugestões de nomes tinham Over the Surface; ;Lasting
Maze; e outra opção que não lembro (rsrs). O nome Lasting Maze venceu disparado.

3 – Poderiam comentar sobre a repercussão do EP de estréia “Silent Spring”.

Grazy Mesquita: Silent Spring foi o nosso primeiro trabalho de estúdio. Todos nós éramos novos nisso, nunca tínhamos produzido música autoral dessa forma e lançado para o mundo antes. O Silent Spring foi bem recebido em nossa região e em alguns países europeus. Fomos convidados para tocar em vários eventos do Nordeste do Brasil e na nossa região. Os acertos e erros nos tornaram bem mais experientes quanto ao que poderíamos fazer num trabalho futuro.

4 – Grazy é uma das compositoras, como funciona o processo de composição?

Grazy Mesquita: Eu tenho preferência de compor a letra após o instrumental estar totalmente definido.
Dependendo da energia e sentimento que a música me traz é que posso começar a trabalhar na letra e na mensagem que gostaríamos de transmitir, e assim me inspiro em livros, jogos, filmes, séries, acontecimentos mais pessoais e muito mais. Às vezes trazemos trechos de ideias, outras vezes os rapazes trazem uma música com instrumental completo, e então vamos arranjando as músicas.

5 – Quais são as influências da banda?

Grazy Mesquita: Temos muitas influências, mas principalmente do metal europeu, Rock asiático, rock clássico dos anos 80 e mais moderno. Posso citar algumas bandas como: Delain, Beyond The Black,Nightwish e várias outras. Além de outras influências de rock, metal alternativo e também Metal Corecomo: Lacuna Coil, Bring Me The Horizon, Disturbed e Linkin Park.

6 – Qual motivo para escolherem um estilo de música tão complicado, que não tem o merecido apoio?

Grazy Mesquita: Por afinidade e por nos sentirmos representados pelo gênero e mensagem que as
músicas transmitem.

7 – Houve apoio de gente da cena daí de Mossoró para dar maior visibilidade a banda?

Grazy Mesquita: Com certeza. Tivemos apoio de diversos parceiros e produtores, como o Rafaum Costa  das bandas Mad Grinder, Black Witch e produtor do Cosmos Art Studio, Santiago Primo idealizador do evento SAMM de cultura geek, Festival Dosol, Antônio Vicente baterista da banda Heavenless,Wanderson Brito produtor de eventos e baixista da banda Rock Drinkers, além de Daniel Tavares dono do Nevada Studio que gravou, mixou e masterizou nossas músicas desde o início. São muitas pessoas a agradecer.

8 - Vocês trabalham com Assessoria de Imprensa,como esse suporte contribui com a banda?

Grazy Mesquita: Com certeza. Ter uma equipe competente e empenhada ao nosso lado direcionando esforços na divulgação do nosso material, criando laços e contatos, além de fazerem uma ampla divulgação em veículos nacionais e internacionais nos deixa muito realizados, felizes e menos sobrecarregados como banda. Pois o trabalho de banda não é apenas compor e produzir músicas, é marcar ensaios, produzir shows, é fazer investimentos, é criar merchandising, estudar o seu instrumento e aprimorar suas técnicas, além de sempre estar trabalhando duro para gerar novos conteúdo. O
trabalho não para, e muitas vezes o músico possui mais de uma profissão para se manter, é um trabalho duro, por isso contar com assessoria é de grande importância.

9 – Qual a repercussão dos vídeos "Greatest Sin" e do recente “The Wolves”, na visão da banda?

Grazy Mesquita: A repercussão de ambos foi muito boa e eles vem crescendo ainda mais com o tempo.
Foram nossas primeiras produções audiovisuais profissionais e estamos sempre trabalhando para melhorar os próximos vídeo clipes.

10 - Porque demoraram tanto para lançar material inédito/EP?

Grazy Mesquita: A pandemia do COVID-19 dificultou bastante o lançamento do EP. Mas neste ano de 2021 encontramos uma excelente data para o lançamento do EP, que antecedia o Festival Desérticas II ao qual nos apresentamos e foi um grande sucesso.

11 – Poderia comentar as faixas do EP ‘Thunder” e sobre a gravação?

Grazy Mesquita: A primeira música e também título do EP, Thunder, descreve um indivíduo tomado pelo medo, preso em uma tempestade intensa e escura. Mesmo estando sendo controlado pelo medo ele encontra em suas virtudes formas de enfrentá-lo, sendo paciente, compreendendo o medo e percebendo que ele não dura para sempre. Os trovões passam a ser o seu Norte, iluminando e guiando o caminho de volta para casa.
 
A segunda faixa do EP Greatest Sin, foi oficialmente lançada em dezembro de 2018, inicialmente como single, mas foi incluída no EP posteriormente. Se trata de uma mulher que se vê presa em um relacionamento abusivo e percebe que está sendo manipulada. Então ela decide colocar um ponto final na relação. Não sendo uma vítima, mas percebendo que tem forças o suficiente para sair do relacionamento sem se ver dependente emocionalmente do ex-companheiro.
 
A terceira faixa, To The Wolves, descreve um indivíduo desgarrado que se torna membro de um grupo ao qual não se enquadra. Ao perceber que foi jogado aos lobos ele precisava tomar uma atitude, se empodera, demonstra toda a sua força, resiliência e se percebe como um indivíduo importante do grupo, tornando-se posteriormente líder.
 
A quarta faixa, Kosmos, foi inspirada na definição do astrônomo Carl Sagan sobre o cosmos e universo,tudo o que já foi, tudo o que é e tudo que será, Variando do termo grego κόσμος (kosmos), que fala justamente de algo bem ordenado, organizado e harmônico. A música busca retratar que todos nós estamos integrados de alguma forma ao universo e ambiente ao qual vivemos.
 
A quinta e última faixa do EP, Destiny (Carry On), fecha o EP trazendo uma mensagem sobre batalhar pelo que sempre sonhou alcançar. Traz um indivíduo nômade, cheio de dúvidas e conflitos internos, se questionando o tempo todo se deve continuar a sua caminhada em busca do lugar ao qual sempre desejou conquistar. Ao perceber que reconhece seu próprio destino a busca por alcançá-lo se torna mais árdua e incessante.

 

12 – Visibilidade e qualidade vocês já têm, há o desejo de uma tour após essa pandemia?

Grazy Mesquita: Sim, tudo o que mais desejamos é tocar ao vivo novamente. Quando as coisas melhorarem e flexibilizarem mais, se a possibilidade de uma turnê aparecer seria incrível.

13 – Obrigado pela entrevista, desejo muito mais sucesso para a Lasting Maze.

Grazy Mesquita: Muito obrigada, nós que agradecemos. Desejamos também muito sucesso a todos vocês.

Fim da Entrevista

 

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