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Entrevistas

Terror Revolucionário

25 de abril de 2011

Confiram a entrevista que realizei com o musico Felipe José (o segundo da esquerda para a direita do seu computador), mais conhecido por Felipe CDC. Uma lenda viva do rock brasiliense, lutador incansável do underground candango (DF e entorno). Lembrando que a sua banda será a headlinne (atração principal) do Rock de Garagem 2011.

 

Por favor Fellipe, se apresente e faça uma pequena biografia da banda?

Fellipe CDC: Bom, eu sou o Fellipe CDC, nascido na metade do ano de 1971, e para mim é um grande prazer fazer parte das páginas desse grande trabalho . Obrigado pela oportunidade. Sou o vocalista da Terror Revolucionário e estou na banda desde o seu primeiro ensaio, assim como o baterista Jeferson e o guitarrista e vocalista Thiago. Começamos a atormentar ouvidos em fevereiro de 1999 e poucos meses depois já tínhamos sons e gravamos uns deles de forma tosca para participar da coletânea em CD Atitude 3. Após isso tivemos várias formações, já fomos quinteto por duas vezes e quarteto novamente. A nossa amiga Adriana está conosco há um bom tempo e espero que permaneça na Terror Revolucionário até o fim da nossa banda. Acredito que ela tenha entrado em 2007, mas sou horrível com datas, portanto, não levem esse ano tão ao pé da letra.

Após a banda passar por várias formações, qual a formação atual?

Fellipe CDC: A nossa amiga Adriana está conosco há um bom tempo e espero que permaneça na Terror Revolucionário até o fim da nossa banda. Acredito que ela tenha entrado em 2007, mas sou horrível com datas, portanto, não levem esse ano tão ao pé da letra. O trio inicial da Terror continua intacto: Fellipe CDC (vocal), Jeferson Hellmatismo (bateria) e Thiago “Barbosa” (guitarra e vocal)

A Adriana faz backing vocal . Ela colabora nas composições da banda?

Fellipe CDC: Na verdade ela canta e todos falam que ela faz isso muito melhor do que o vocalista principal e eu não discordo da opinião popular! (risos) Ela faz voz de apoio, da mesma forma que o Barbosa em diversas músicas. E tem duas (Antes agora do que tarde demais e Saia e descubra) nas quais ela é quem faz a voz principal. Sim, não só ela, todos participam na composição de algum novo barulho da Terror Revolucionário.

Você também canta na Death Slam , além de participar de outros projetos.Qual das bandas é prioridade?

Fellipe CDC: Amigo, acredite: não tem prioridade, apesar da Death Slam ser um pouquinho mais velha (21 anos na batalha). Já tive outras bandas, na verdade, projetos que acabaram em pouco tempo, foram eles (Scumbag e Slam Noise Terror). Isso no período de existência da Terror.

A música Liberte-se do cd de 2002 fala sobre o mal que o cigarro faz. Há alguma ligação entre as mensagens das letras e o modo de vida de vocês?

Fellipe CDC: Sim, pois senão não haveria muito sentido de vociferar essa e outras músicas nossas. As letras que escrevemos tem muita ligação com esse cotidiano caótico que enfrentamos todo dia. Porém, que fique claro, não somos do tipo que fala as coisas em tom de ordenamento, de verdade absoluta, são comentários, observações, pedidos. Temos, na Terror pelo menos, a felicidade de ter 4 integrantes que estão livres dos males do tabaco.

Como são os shows da Terror Revolucionário? Tem espaço para discursos ou é só bagaçeira?

Fellipe CDC: Grande camarada, somos uma banda de hardcore livre e como tal, com certeza, vezes ou outra durante o set falamos um pouco sobre política, sociedade, cotidiano, violência, etc. Infelizmente, não é sempre que as pessoas estão muito dispostas a ouvir nossas idéias e observações, mas falamos assim mesmo. Quanto ao show em si, quanto mais energia fluir do público, mais energia fluirá da banda. É um feedback, uma troca de eletricidades, não pode haver estática em um show de rock! Mas,sempre,sempre,é o público que conduzirá e fará o grande show!

Conte-nos como é ser um dos sobreviventes da cena underground de Brasília?

Fellipe CDC: Estar vivo é muito bom! (risos) cara, eu adoro essa cena, mesmo ela não sendo 100% do jeito que queremos. Essa cena roqueira é um pedaço muito importante e vital para minha vida, temo muito, sinceramente, quando minha pilha acabar, como vou poder ocupar minha mente e meu coração de modo produtivo...

Qual sua ligação com o Podrão da Bsb-h, com o Gilmar da Ard e com o Frango da Galinha Preta? Existe união entre as bandas de Brasília ou é cada um pra si?

Fellipe CDC: é uma relação de amizade, de muito respeito e admiração. O que esses 3 ícones fizeram pelo rock candango será muito difícil de superar. São peças chaves e eu tenho um grande orgulho de ser considerado por eles como um amigo, como um cara que passou de fã para amigo. Aqui no DF, como em todas as cenas do mundo, existe uniões fragmentadas, não e aquela união que sonhamos, com todo mundo se ajudando, todo mundo se respeitando. Existe o que acontece em todos os nichos sociais: as pessoas tendem a se juntar, se agrupar quase que somente com o que mais apreciam, se fechando em um mundo menor. Se o nosso underground já é pequeno e sem força, imagine isso dividido em várias facções e separado por redomas...

No livro Mulheres do Rock, há alguns relatos sobre tretas envolvendo carecas, inclusive, em um show da Psychic Possessor. A banda já teve algum problema dessa natureza?

Fellipe CDC: Sim, algumas poucas vezes, mas já tivemos. Obrigado por citar a obra Mulheres do Rock, modéstia à parte é um grande trabalho do Zine Oficial.

Você organiza eventos, toca em várias bandas, como consegue tanta energia?

Fellipe CDC: Agora eu só estou tocando com a Terror Revolucionário e com a Death Slam, apesar de já ter tido outras bandas e projetos musicais, todos circulando no universo hardcore, death-metal, HC punk. Mas, que fique claro, nunca fui e não sou Punk, apesar de respeitar enormemente o movimento e concordar com vários de seus posicionamentos políticos e sociais. Eu organizo o anual Headbanger’s Attack Festival e diversos outros eventos aleatórios e rotativos. Ajudo nas produções dos eventos Ferrock, Quaresmada e Retina Rock. Sou da staff editorial do Zine Oficial e também escrevo para alguns zines esporadicamente. Não é energia, amigo, eu tenho e preciso manter minha mente ocupada para não enlouquecer. Ou seja, estafo, mas não enlouqueço. Eu acho...

Ser rockeiro é uma opção de vida?

Fellipe CDC: Com certeza, amigo, com certeza. O rock não pode ser imposto, ele deve invadir a vida da pessoa de forma natural. O rock é altamente apaixonante e viciante. E falo mais: só o rock salva!

Muito obrigado pela entrevista. Deixe seu recado final, endereço no myspace, o que você quiser?

Fellipe CDC: Eu quem devo agradecer em nome da Terror: obrigado demais! A música, assim como qualquer forma de expressão artística, tem um grande poder de transformação nas mãos. Devemos utilizar esse poder para tentar mudanças boas para todo o mundo, para todos os seres vivos do planeta terra e para a natureza de uma maneira geral. Acreditem na revolução social e não desistam das vidas (de todas as vidas, não apenas a sua e de seus entes queridos). Acessem nosso myspace : www.myspace.com/terrorrevolucionario. Querendo trocar ideias, favor mande emails para: fellipecdc@yahoo.com.br . Felicidade, saúde e perseverança para todos! Espero poder dividir o palco com todos vocês qualquer dia... abraços!

Fim da Entrevista

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