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Dysnomia: Thrash/Death enérgico!

21 de novembro de 2018

Thrash Metal tão pesado que pode facilmente ser chamado de Death Metal. Ou se preferir, Death Metal tão energético, que podemos chamar de Thrash Metal. O melhor a fazer é ouvir no volume máximo e cuidar do pescoço!

Confira a seguir a entrevista esclarecedora concedida pelos músicos: João Jorge - Vocal / Guitarra,Denilson Sarvo - Baixo e Érick Robert - Bateria.



 

 

 

1 - Nos fale do início das atividades da banda?

Denilson: A banda começou em meados de 2006, a partir de conversas entre o Júlio, o Érik e eu. Começamos a ensaiar como um trio e em 2017 convidamos o João para conhecer o projeto. Logo de cara rolou afinidade entre as ideias, a proposta inicial da banda sempre foi investir em músicas próprias e lembro que nos primeiros ensaios o João já trouxe contribuições para riffs, letras e inclusive sugeriu o nome Dysnomia.
Depois de consolidar a nossa formação buscamos um amadurecimento para a banda, para isso sempre ensaiamos muito, focamos em compor e em melhorar nossos shows. Daqueles tempos até os atuais muitas coisas rolaram, como ter a
experiência de gravar uma demo-tape por conta em um único fim de semana,lançar nosso EP, ter a experiência de lançar dois álbuns dos quais nos orgulhamos, trabalhar junto com a galera da Metal Media e principalmente tocar em locais incríveis sentindo uma puta energia do público, e é isso que nos mantém motivados a continuar tocando.

2 - Desobediência Civil,quebra de paradigma!. A banda veio para romper com o status quo definitivamente?Explane mais sobre a origem do nome da banda?

João: Creio que o metal e o rock, assim como outros gêneros que fizeram/fazem parte de movimentos contraculturais, como o punk e o hip-hop tenham isso em sua essência, a questão do inconformismo e do protesto...e isso se estende à
arte de um modo mais geral. A criação artística sempre parte de um questionamento em relação ao que nos rodeia e coisas com as quais não concordamos, ou que nos incomodam. O nome remete justamente a isso, na mitologia grega Dysnomia era a filha de Eris, deusa da discórdia, e personifica a desobediência civil e a ausência de regras...e muitas vezes, na busca por mudanças, torna-se necessária essa ruptura com os moldes pré-estabelecidos.

3 - Morte, guerra, e loucura. Esses temas abordados nas letras da DYSNOMIA serão para sempre ou vocês tem outros focos á vista pros próximos discos?

João: Na verdade eu diria que as letras vão bem além desses temas; temos muitas letras inspiradas em temas literários e filosóficos variados, algumas que tocam em temas políticos, e a despeito de terem diversas fontes de inspiração elas muitas vezes partem da experiência pessoal e tem uma forte carga subjetiva; a ideia é justamente sair um pouco do escopo das letras de Death/Thrash Metal mais tradicionais. Bem, não sei até que ponto somos bem- sucedidos nisso mas é o que tentamos fazer. A faixa “Sertões” por exemplo é inspirada na literatura brasileira e na cultura popular da região nordeste do país,que é riquíssima e muito bela, e creio que ela se destaque em relação às outras faixas, ainda mantendo, no entanto, a coesão.

4 - Depois de algumas mudanças,parece que a banda se estabilizou?

Érik: Na verdade a banda sofreu, dentro dos seus dez anos, apenas uma mudança de formação, que foi a saída do guitarrista Julio Cambi para a entrada do Fabrício Pereira que aconteceu durante o processo de composição do
Anagnorisis. Após esses quase dois anos que o Fabrício faz parte da banda, com certeza posso lhe afirmar que a banda nunca esteve tão coesa e focada em seus objetivos de forma unificada.

5 - Porque demoraram tanto para lançar o primeiro álbum completo?

Érik: Após o lançamento do EP As Chaos Descends em 2013 pudemos ver sua excelente aceitação, e decidimos buscar um material ainda mais profissional em termos de composições e de produção para nosso álbum de estréia, afinal seria
a primeira impressão. Para isso houve investimento financeiro considerável para nossa realidade e também muito tempo investido para chegar onde queríamos. Apesar de sabermos da necessidade de se ter uma continuidade para alimentar os fãs da banda, priorizamos a qualidade e ficamos extremamente satisfeitos com o resultado.

6 -Anagnorisis mostra uma brutalidade do thrash que pode confundir com Death metal. A banda pretende seguir esse caminho em futuros lançamentos?

Erik: Não só o Anagnorisis como o Proselyte também apresentam essa característica. Se você analisar detalhadamente nossas composições, perceberá que tem muitas outras vertentes do metal e fora dele inseridas em meio as passagens mais conhecidas do estilo. Temos músicas que contam com características extraídas do Baião e que vão até o Death Metal extremo, por exemplo. Contudo, essa mescla sempre foi uma característica do Dysnomia e a tendência é explorá-la cada vez mais, inclusive acrescentando elementos novos, mas sempre priorizando o som pesado e agressivo que fazemos.

7 - Como está sendo a receptividade do ANAGNORISIS, já que ele pode ser ouvido também nas plataformas digitais?

Denilson: A receptividade do álbum tem sido ótima, assim que foi lançado saímos em tour pela américa latina e tivemos uma ótima aceitação do material por lá.
Estávamos ansiosos para saber qual seria a receptividade no Brasil e desde que iniciamos a Brazilian Anagnorisis Tour temos recebido um ótimo retorno do público e das mídias especializadas.
Acredito que a experiência do Proselyte nos ajudou a trilhar o caminho de produção do Anagnorisis de uma maneira mais madura e isso acabou refletindo na qualidade do material. Por sorte estamos sempre ouvindo destaques para as composições, produção e arte gráfica desse novo material.
Sobre a disponibilidade do álbum, a partir de uma parceria entre Voice Music e Metal Media disponibilizamos o Proselyte e Anagnorisis nas principais plataformas digitais como Spotify, Deezer, Youtube, Itunes, Amazon entre
outros. Para quem ainda não ouviu, confiram!!!

8 - Qual a análise vocês fazem do metal no Brasil de Hoje (Shows,imprensa,público)?

Erik: Esse assunto é bem amplo, mas tentarei ser breve em meu ponto vista.Estou na cena, somando como headbanger e músico, há uns 20 anos e minha visão de ambos os lados seria que os shows, estruturalmente falando, não
tiveram avanços consideráveis. Os produtores ainda cometem os mesmos erros e oferecem o mesmo mínimo de sempre. Falando um pouco das bandas também; muitas bandas estão na cena pela diversão, por curtição e acho isso
muito massa, porém quando se busca algo mais sério junto aos produtores a coisa complica. Dessa forma, vejo que tudo isso são engrenagens de um sistema que tem como parte principal o público. Para se ter bons níveis
estruturais e boas bandas nos eventos é necessário investimento e o produtor, para investir, calcula tudo e no final as contas tem que bater, se não a coisa se torna insustentável, e o que traz sustentabilidade a isso tudo, incluindo as
bandas, é o público comparecer aos shows e adquirir merchan das bandas,afinal, é daí que vem a grana pra gravações e tudo mais.
Diariamente, todos nós estamos sempre buscando algo melhor, uma vida melhor, então muitas vezes não é tão fácil ir a shows. Eu mesmo, além de baterista, sou estudante de Engenharia e isso ocupa muito do meu tempo, porém sempre que posso tento frequentar e apoiar a cena. Mas, sendo bem sincero aqui, as vezes não me animo tanto a comparecer quando já sei que tocará uma banda legal mas que o som, etc. estará horrível. Talvez isso é o que faz também a molecada de hoje ficar curtindo em casa. E vendo isso acho que as bandas deveriam ter em mente que o show não deve ser uma reprodução do disco apenas, pois é esse algo mais que faz a galera dedicar um tempo e uma grana pra assistir.

9 - Finalizando, gostaria de agradecê-los pela entrevista. Fiquem a vontade para deixar o recado para os fans?

Erik: Primeiramente, nós que agradecemos pelo espaço que nos foi aberto aqui pra batermos esse papo, gostaríamos de agradecer também às marcas que nos apoiam: Avs Bags, Nova estudio, Vinil Drums Customizações, Estampa
extrema, Hell bodyarts e à nossa assessoria Metal Media e principalmente a galera que frequenta nossos shows e que nos ajuda comprando cds, camisetas,etc., pois sem isso não haveria o Dysnomia. Enfim, continuem nos acompanhando em nossas redes sociais que o Dysnomia tem muito a render ainda.

Fim da Entrevista

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