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Resenhas

Quilombo: "Itankele" (2019)

Segunda-feira | 2 de dezembro de 2019
por Romulo Carlos

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Nacional:Poluição Sonora Records

Formato EP : Ano 2019 /Duração;19:27
 
Para quem ainda não conhece a banda Quilombo,o grupo é formado por Allan Kallid(guitarra e baixo) e Panda Reis na bateria e vocal.
Itankele é contituído por 6 faixas e é o primeiro lançamento da banda. O material foi lançado nos formatos: Digital e CD Físico.
Antes de falar do disco em si,é preciso falar da história de Zumbi dos Palmares afilhado e Herdeiro de Ganga Zumba. 
Foi com Ganga Zumba  que Zumbi aprendeu as qualidades de liderança e amor pela nação negra.Tem um filme de 1984 com o título Quilombo,que retrata bem essa idéia de resgate das tradições africanas e o surgimento de experiências religiosas dos descendentes Africanos.
No disco, o grupo paulistano flerta com estilos já conhecidos  e além da batida ter como pano de fundo a história do povo Africano e Indígena ,a parte instrumental trás o resgate da História de um povo que foi massacrado e escravizado por muito tempo.
E,essa libertação passa pelos rituais religiosos,incluindo a dança,o canto,e muita sintonia dos músicos com seus ancestrais.
A música promovida e apresentada aqui retrada um passado de muito sofrimento pelo povo negro e vem á tona uma série de acontecimentos que poderiam serem cessados,ainda ecoam nas almas de nossos irmãos.
Discriminação,preconceito,racismo,são palavras que nem deveriam existir mas que ,infelismente ainda atormentam e constrange muitas pessoas a cada amanhecer.
Tanto na parte musical quanto instrumental,fiquei com algumas resalvas na parte da mixagem,mas nada que não possa ser corrigido em um futuro Full Album.
O disco representa uma breve, mas profunda incursão  no passado do povo negro,composto de sofrimento e torturas na base do chicote. Mais ainda,fala da luta incansável de um povo guerreiro,batalhador e que luta para acabar com toda perseguição que eles sofrem.
Guitarra afiada,dedilhados com muita precisão,bateria bem técnica e um vocal carregado de death e uma dose de grindcore para fazer as paredes da casa tremerem. 
"Uma história bem contada e bem cantada é outra coisa."
Boa estréia desta dupla paulistana!
 
Participação:
Binho Gerônimo : Percussionista
 
Destaques:
Treze Nações - Começa com som de um berimbau e acelera com um pedal duplo de Arrepiar
Diáspora - Som nervosa da porra,brutal 100%.
 
Formação:
Alllan Kallid: Guitarra e Baixo
Panda Reis: Bateria e vocal
 
Músicas:
1 - Melanina
2 - Ancestralidade
3 - Treze Nações
4 - Descendentes de Reis
5 - Semideusas
6 - Díaspora D.C
 

 
 
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