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Entrevistas

Pop Javali

22 de fevereiro de 2016
A banda faz o hard rock clássico, mas com um toque de progressivo. Já dividiu palco com grupos como Dr Sin, Deep Purple, Urian Heep, Ugly Kid Joe, entre outros.  O Power trio foi formado em 1992 na cidade de Americana, interior de São Paulo,e mantém intacta a mesma formação:
Marcelo Frizzo (baixo e vocal), Jaéder Menossi (guitarra) e Loks Rasmussen (bateria).  Lançaram em 2014 “THE GAME OF FATE”, sob a produção dos irmãos Ivan e Andria Busic, do Dr Sin. O álbum traz  11 composições inéditas da banda.

Nos explique o fato da banda se manter intacta em sua formação até os dias atuais,qual a fórmula?

Marcelo Frizzo - Amamos o que fazemos. Amamos música. E temos uma amizade fantástica, um respeito e admiração entre todos, somos uma família genuína. Isso tudo facilita muito.
 
Loks Ramussen - Olá meus queridos, mais uma vez obrigado pela oportunidade de estarmos falando sobre a banda. Quanto a pergunta, eu acredito que não existe uma fórmula, existe uma química muito aguçada em prol do companheirismo e também um elo musical muito grande entre nós que a cada desafio cresce mais. Outro detalhe é a admiração mutua e respeito que temos um com os outros, como disse o Marcelo.

Há mais de 20 anos na luta, qual resultado dessa maratona que incluiu shows em cinco países da Europa?

Marcelo - Foi sensacional e superou todas as expectativas. O reconhecimento do pessoal da Europa, a recepção que nos deram, a forma como tratam a arte musical, coisas que nos surpreenderam positivamente! E o melhor é saber que ainda continua repercutindo por lá, segundo temos observado pelos comentários.
 
Loks - O resultado é poder observar o constante crescimento musical e espiritual que estamos tendo, além de considerar isso mais uma etapa para o próximo passo. Muitos anos batalhando e agora começamos a colher frutos de nosso intenso trabalho.

Pelo que li na imprensa, vocês foram muito bem recebidos por lá, nos conte como foi esta experiência.

Marcelo - O europeu trata o rock como arte (e deveria ser assim em qualquer lugar do mundo). Fomos tratados com muito respeito e admiração. Pessoas que já conheciam o trabalho da banda pela internet - e foram conferir a banda ao vivo - demonstraram uma atenção pra conosco que é pouco comum aqui no Brasil. Foi realmente incrível.
 
Loks - Isso foi o melhor de tudo, poder ser recebido em outro continente com entusiasmo e representar nosso país com nossa música foi realmente sensacional. Uma experiência de vida que não tem preço.

Dizem que o público Europeu é um pouco frio, isso é verdade ou lenda?

Marcelo - Frio lá só a temperatura mesmo (risos)! A galera participa do show, canta junto, bate cabeça na frente do palco. Após cada show fazem questão de tirar fotos com a banda, comprar CDs, camisetas e outros produtos. Pagam cerveja pra gente (risos). Se isso é ser frio, então que o mundo todos transforme-se numa grande geladeira! (risos)
 
Loks – Lenda. A linguagem do rock é universal e se você consegue tocar de maneira divertida e que transmita sua verdade, não tem como o público ficar indiferente. Sentimos como se estivéssemos em casa.

O álbum "The Game of Fate" (2014), foi bem recebido pela imprensa no Brasil(Tenho 1 cópia),conquistou o público Europeu!

Marcelo - Obrigado, a honra é nossa em saber que pessoas especializadas no assunto gostam do nosso trabalho! Muita gente lá na Europa já conhecia o trabalho da banda, conheciam os vídeos, cantavam os refrões das musicas.  E quem conheceu pela primeira vez gostou de verdade: a venda de CDs em quantidade significativa durante os shows comprova isso. 
 
Loks - Muito obrigado pelas palavras. Mas ao vivo tenho que te confessar que somos uma banda mais heavy do que parece no CD. A energia da banda flui naturalmente e o som vem mesmo! Isso mexe com quem está assistindo e creio que correspondemos as expectativas ou até superamos (risos).

Como fazer um som que é pesado e ao mesmo tempo meio “old school” ou melódico. Qual o segredo?

Marcelo - Fazemos músicas que, em primeiro lugar, agradem a nós três. Nunca nos sentimos reféns de padrões e estilos comerciais ou de apelo popular. E  temos descoberto cada vez mais gente que tem o mesmo gosto. Ou seja, acho que não tem segredo! Tem sim é uma fidelidade à proposta da banda. 
 
Loks - Acho que isso tem um nome: alma! Fazemos sem pensar no resultado como vai soar isso ou aquilo e vamos compondo. Chega um ponto que nos olhamos e sabemos que era exatamente isso que queríamos.

Qual foi a sensação de serem headliners já na primeira turnê pelo velho continente e a revelação no festival da Alemanha?

Marcelo - O nível musical dos artistas que dividiram os palcos conosco é muito elevado. Músicos muito gabaritados. Isso aumentou sobremaneira nossa responsabilidade. Mas o fato é que quanto maior sua responsabilidade, mais você se empenha em  uma performance de alto nível. E foi o que aconteceu. Não faltaram elogios durante os shows e até agora continuam a comentar. Isso é muito gratificante e nos impulsiona a trabalhar mais e melhor.
 
Loks - É muito gratificante tocar com bandas de altíssimo nível e ainda sim ser headlines. Muitos lá conheciam a banda através da internet, conheciam algumas musicas, mas não faziam a menor ideia de como era a banda ao vivo, com certeza fizemos um bom trabalho, pois ninguém teria a necessidade de ficar elogiando ou coisas do tipo se não tivéssemos agradado.

Como vocês têm conciliado carreira/sucesso e o tratamento com o público?

Marcelo - Nós somos muito próximos dos amigos que acompanham a banda, tanto virtuais quanto presenciais. Curtimos muito trocar ideias em redes sociais e ouvir as opiniões dos amigos.  Recebemos muito bem os comentários críticos, tanto quanto os positivos. Saber o que  está agradando - e o que não está - é fundamental para o profissional, em qualquer ramo de atividade. Não é diferente com a música. A verdade é que quanto mais a banda fica conhecida, mais AMIGOS fazemos e isso ajuda muito na carreira. 
 
Loks – Cara, o segredo de uma banda é o respeito. Respeito com seus companheiros de estrada, respeito com sua ideologia de vida, respeito com as músicas e principalmente com os fãs. Uma relação baseada nesses princípios tem menos possibilidades de dar problemas.

Alguns shows foram gravados por lá, há intenção de sair um ao vivo! Alguma outra surpresa para os fãs?

Marcelo - O CD ao vivo reproduz o momento de grande alegria que a banda vive, o auge da carreira até aqui. É um registro que queremos dividir com os fãs e amigos na intenção que tenham a oportunidade de  sentir um gostinho  do que foi essa tour pra gente. As boas surpresas estão guardadas para o segundo semestre e contaremos em breve! ;)
 
Loks – Na verdade podemos dizer que o álbum live já está sendo produzido. Mas temos muitas outras coisas para esse ano. Estamos trabalhando muito!

O sucesso da banda tem sido gradual e há um trabalho de assessoria/roadies,como é o esquema em equipe no dia a dia?

Marcelo - É realmente uma evolução profissional. Temos nos cercado de profissionais competentes e talentosos, como o Eliton Tomasi e a Susi dos Santos da produtora Som do Darma, que tem alavancado a carreira da Pop Javali. Produtores musicais como Andria e Ivan Busic qualificam demais o produto. Sem o auxílio de profissionais fica absolutamente impossível. Nos três fazemos música, e isso engloba estudar, compor, ensaiar, gravar, tocar ao vivo...  não sobra tempo pra gerenciar a carreira. Por isso a necessidade de se trabalhar com a parceria de outros profissionais talentosos.
 
Loks - Creio que o crescimento e profissionalização exigem um trabalho conjunto de marketing, também envolve estrutura, investimentos e parcerias. Sem isso por mais talento que você tenha, não irá tão longe, pois uma coisa depende da outra e a outra não é a gente que faz, resumindo: cada macaco no seu galho.

Como é o relacionamento da banda com a imprensa e produtores?

Marcelo - Profissionais da imprensa nos tratam muito bem!  Os produtores com quem temos trabalhado se sentem muito bem em estar ao nosso lado! Acredito que somos uma banda “gente fina” (risos). Trabalhamos duro – e muito. Não temos preguiça. Estamos sempre prontos para atender os amigos. Dedicação e responsabilidade são lemas que sempre mantemos. 
 
Loks - Sempre foi ótimo, sempre fomos muito respeitados e respeitosos durante nossa carreira. Já apareceram algumas pessoas de má fé mal intencionadas, porém nossa transparência falou mais alto.

Todo mundo já teve altos e baixos:perrengue de shows, treta com cachê? Nos conte, um show onde deu tudo certo/errado?

Marcelo - Os shows da tour europeia foram extraordinários. Com certeza estão entre os melhores de toda nossa carreira. Mas ainda destaco o show de abertura do Deep Purple, em 2011. Foi uma experiência inesquecível. Aprendemos muito com esse evento ímpar. Tivemos, é claro, os mesmos problemas que todo mundo tem nesse ramo. Mas não me lembro de nenhum show “onde deu tudo errado”. Sempre tivemos saldo positivo, mesmo em eventos mais problemáticos. 
 
Loks – Olha, eu acho que todos tem problemas desse tipo volta ou outra, mas considero tudo como aprendizado. Vamos aprendendo com os bons e maus momentos.

Deixe uma mensagem àqueles que ainda não conhecem o trabalho de vocês?Obrigado e sucesso a familia Pop Javali!

Marcelo - Long Live Arrepio! Aos amigos, somos muito agradecidos e prometemos que o melhor ainda está por vir! Vocês são nossa força motora, vocês são o Pop Javali!  Aquele abraço!
 
Loks - Nós que agradecemos a oportunidade! E pra quem não conhece a banda pode acessar nosso site, estamos nas redes sociais e nas principais plataformas digitais como Itunes, Spotify, Sondcloud. Também pode adquirir nosso material, Cds, camisetas, brindes e todo merchandise da banda no site e também encomenda direta com a banda. Os Cds também estão disponíveis em algumas lojas como FENAC, Livraria Cultura, Die Hard, Heavy Metal Rock, entre outras. Mais uma vez muito obrigado pela oportunidade e vida longa ao Arrepio Produções.

 

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Fim da Entrevista

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