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Entrevistas

JEV

15 de fevereiro de 2022

Confira as respostas enviadas pelo vocalista Hebert Davis e por Fredy Müller (guitarra/backing vocal)

Entrevista com JEV  - Entrevistas - Arrepio Produções - Patos de Minas/MG

1 - Nos fale sobre o início da banda e do primeiro álbum?

Hebert Davis: Sim, o primeiro álbum foi um processo longo e complicado porque eu me lembro que nunca chegava em um resultado satisfatório, por exemplo “Your Look”, primeiro single tem mais ou menos umas 5 versões, algumas muito legais, mas a última e oficial saiu no disco homônimo em 2017, 18 depois de quase 10 anos. Mas acredito que valeu a pena, o
álbum é muito bom e teve críticas muito satisfatória da imprensa na época.

2 - No primeiro álbum tem algumas canções longas, foi intencional?

Hebert Davis: Não, na época o Glauber (produtor) procurou alinhar as músicas na parte técnica de mixagem e sonoridade, não se preocupou com esse detalhe para soar pop ou radiofônica com 3 minutos no máximo. Então foi muito natural e honesta a concepção do álbum JEV/JEV, as músicas eram o que já rolava nos shows da banda ao vivo, sem cortes. (risos)

3 - Poderia nos falar sobre as músicas mais difíceis de compor neste primeiro álbum?

Hebert Davis: Eu me lembro que a última (Heaven), nasceu através do refrão que eu tinha tido um sonho e ter ouvido o refrão exatamente como ele é, mas quando acordei percebi que a música não existia, era algo novo. Eu escuto muitas coisas diferentes, muitas mesmo, mas essa foi como um presente divino, talvez seja a música mais difícil e longa também. (risos) Tem certas coisas em relação a música e arte que não tem muita lógica ou explicação que convença a maioria das pessoas.

4 - Como foi a produção e mixagem de STRANGER, segundo álbum da banda?

Hebert Davis: Totalmente orgânico, batera pesada sem trigger, vozes sem tune ou ajustes, algo bem honesto e verdadeiro que o fã quer ver e ouvir. Hoje em dia é comum ver bandas por fazendo álbuns impossíveis de reproduzir ao vivo e vão para o pro-tools e playback. Não somos esse tipo de banda, somos old school, amamos o que fazemos e fazemos com muita coragem e paixão. Por isso o resultado tem sido muito honesto e satisfatório, sempre acima das expectativas desde o primeiro álbum. Fredy Muller:
 
Em minha honesta opinião foi um processo trabalhoso, mas (onde se lida com pessoas sempre se lida com trabalho). Chegar nos finalmente do processo de mixagem e masterização, nitidamente foi algo muito significativo, que valeu a pena, mesmo olhando para traz e vendo alguns desgastes relacionados no processo de criação, ensaios etc... é melhor continuar olhando para Frente.

5 - Percebi que a introdução de piano/trompete/teclado deixou o som mais complexo e rico?

Hebert Davis: Absolutamente veio no processo de criação com o Fredy Muller (guitarras). A ideia do trompete, na minha opinião acertada os teclados foi o Alisson (baixo). Se ficou complexo e rico ao mesmo tempo? Acredito que sim, porém não vi exageros, acho que tudo está bem correto no que as músicas se propõem a ser.
 
Fredy Muller: As ideias dos trompetes surgiram na minha cabeça durante o processo de composição de “Counter Revolution”... quando criei a base da parte relacionada ao velho e bom rock ‘n’ roll dos anos 50, 60 e 70, ou seja, a base de blues imediatamente visionei os trompetes como forma de fazer a música se engrandecer e ficar ainda melhor. Assim como os pianos onde direcionei onde iriam entrar as partes nas gravações de “Counter Revolution”.

6 - Lançar álbum durante uma pandemia, como isso refletiu na composição das letras?

Hebert Davis: Eu tentei ser o mais positivo e honesto possível, dentro do caos que estamos vivendo, e o que o mundo esta vivendo. Não sou uma pessoa depressiva, mas compreendo que isso é um assunto muito sério e comecei a enxergar de outra forma essas pessoas. “One Survivor” retrata o assunto sem soar clichê na minha opinião, também “Saint Jeanne D’arc”, que foi considerada uma bruxa por 400 anos pela igreja católica, e que sozinha derrotou o exército inglês, mesmo com o seu final trágico. Acredito que as letras não são negativas ou depressivas, mas como disse anteriormente, a arte e complicada de decifrar porque cada pessoa vai ter uma opinião diferente.
 
Fredy Muller: Acredito que o processo de composições das letras foi sensacional, mesmo durante o inesperado Covid-19. Citando como exemplo “One Survivor” que foi literalmente uma letra que comecei fazer durante as primeiras semanas da pandemia, e como eu já tinha a música pronta fui trabalhando o restante durante o primeiro semestre da pandemia. Essa
música em especial foi direcionada ao Covid-19, tendo uma visão pós pandêmica. Sendo assim, enviei a letra ao vocalista Hebert, onde ele deu uma participação bem cognitiva. Outro exemplo que cito é “Catharsis”, uma música que tinha composto em meados de 2015 e estava engavetada. No processo de pré-criação do álbum “Stranger” resolvi desengavetar e fazer a letra a partir daí. É uma letra auto biográfica sobre um certo ponto de vista entre passado presente e futuro.

7 - Como a banda tem sobrevivido durante essa longa pandemia?

Hebert Davis: Se reinventando, fizemos muitas coisas diferentes nesse período, produzimos um videoclipe épico, fizemos o que foi possível para o momento, acredito que valeu a pena ter sobrevivido.
 
Fredy Muller: Estamos tentando sobreviver ao que se chama de caos pandêmico, como sempre procurando estar atento ao assunto, mas nunca paramos de produzir... seja em estúdio juntos ou individualmente.

Entrevista com JEV  - Entrevistas - Arrepio Produções - Patos de Minas/MG

8 - O single/clipe de "Stranger" está disponível, quando teremos o vídeo de "Sweetest Thing"?

Hebert Davis: Essa vai em francês, “bientôt” (em breve).

9 - Como vocês encaram a onda de Festivais Online?

Hebert Davis: Honestamente é igual comer algo com a embalagem, sente o cheiro, mas não tem sabor. É complicado, não e a mesma coisa, a mesma energia de estar com o público.
 
Fredy Muller: Acho que podemos ser honestos em dizer que fizemos o que pudemos, mas é impossível trilhar algo real somente pela internet. Uma banda precisa realmente tocar ao vivo com público, fazer turnê especialmente quando se lança algo novo. É o que esperamos fazer daqui pra frente.

10 - A JEV continuará percorrendo o rock/hard/heavy ou podemos esperar novidades no futuro?

Hebert Davis: Se depender de mim sim, sou adepto a mudanças, porém tenho que ter a responsabilidade de chamar algo diferente ao JEV ou não. A banda é orientada por guitarras,isso e inevitável, ela se encaixa no rock pesado, não tenho medo de mudanças, desde que seja para melhor.

11 - Pode nos falar das faixas "The Mercy" e da balada "The Last Song"?

Hebert Davis: “The Mercy”, eu acredito que nasceu no processo de gravação do álbum atravésdas guitarras do Fredy. “The Last Song” é uma música que tem toda licença poética para expressar o que ela é, por si só retrata o amor de uma forma elegante, sem ser vulgar ou piegas, acredito que valeu a pena a existência dela no álbum.
 
Fredy Muller: “The Mercy” foi uma música que compus junto ao processo de “One Survivor”.Ela era para ser um bônus track de “One Survivor”, como um renascimento dos sobreviventes pela misericórdia de algo maior Deus, mas durante e pré-produção decidi colocar ela como faixa e não como bônus track. Sendo assim, cravei o nome de “The Mercy”, ficando bem
colocada no álbum após “One Survivor” como uma subsequência!

12 - Como e onde ouvir o som da JEV?

Hebert Davis: Em todas plataformas digitais e discos físicos também (a primeira tiragem foi esgotada). Mas logo sairá outra acredito. Eu amo ter álbum físico, sou colecionador, tenho mais ou menos uns 2 mil, eu precisava falar. (risos).

13 - Prazer falar com vocês. Sucesso!

Hebert Davis: Foi um prazer enorme falar com vocês, muito obrigado pelo convite. Rock On!
 
Fredy Muller: Obrigado pelo apoio e Sustentabilidade ao Genero Musical.
 
 
Formação JEV:
Hebert Davis – Voz
Fredy Müller – Guitarra e Backing Vocals
Alisson Magno – Baixo, Backing Vocals, Piano e Teclado
Lou Animale – Bateria e Backing Vocals
 
 
Acompanhe a banda:
 
 
 

Fim da Entrevista